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Essencial

Sincronismo do comando de válvulas (sensor de came)

Por que o virabrequim sozinho não basta

O virabrequim dá uma volta completa (360°) duas vezes durante um ciclo inteiro do motor 4 tempos (720°). Só olhando o virabrequim, a ECU sabe "o pistão está subindo", mas não sabe se é a subida de compressão (hora de dar centelha) ou a subida de escape (hora de abrir a válvula de escape) — as duas parecem iguais pro sensor do virabrequim.

O sensor de came, lendo uma roda no eixo comando de válvulas (que gira na metade da velocidade do virabrequim, uma volta completa a cada ciclo inteiro do motor), resolve essa dúvida.

Quando o sensor de came é obrigatório

  • Ignição sequencial e injeção sequencial (cada cilindro dispara no momento certo dele, individualmente) — sempre precisam saber em qual das duas voltas do virabrequim o motor está, então precisam do sincronismo de came.
  • Ignição em faísca perdida (wasted spark) ou em grupo (batch) — não precisam saber a diferença entre as duas voltas, então não exigem sensor de came. Veja tipos de saída de ignição pra entender essa diferença.

Modo do sensor de came

Onde clicar

Configuração → Roda Fônica → Roda Fônica — painel Entradas de Came, ao lado do painel Roda Fônica Primária na mesma tela

O campo de modo do sensor de came (um por sensor, se o motor tiver dois) diz à ECU que forma de sinal esperar daquele sensor específico — cada motor de fábrica tem uma roda de came com um padrão próprio, então esse campo tem que bater com o hardware real do motor, igual ao tipo de roda fônica do virabrequim.

Exigir sincronismo do came/VVT para ignição

Onde clicar

Configuração → Roda Fônica → Configurações Avançadas da Roda Fônica, campo Exigir sincronismo do came/VVT para ignição

Repare que essa é uma tela separada da tela "Roda Fônica" — não uma aba dentro dela.

Esse campo decide o que a ECU faz antes de achar a posição do came pela primeira vez (nos primeiros giros da partida):

  • Ligado: a ECU espera confirmar a posição do came antes de disparar qualquer centelha. Mais seguro pra motores sequenciais — evita disparo no cilindro errado — mas pode atrasar um pouco a partida.
  • Desligado: a ECU pode disparar em modo "de emergência" (faísca perdida) antes de confirmar o came, e só troca pra sequencial depois de sincronizar. Partida mais rápida, mas por um instante breve a ignição não é sequencial de verdade.

RPM máximo para sincronismo de came/VVT

(Mesma tela: Configuração → Roda Fônica → Configurações Avançadas da Roda Fônica, campo RPM máximo para sincronismo de came/VVT.)

Acima desse RPM a ECU para de tentar reconfirmar a posição do came a cada volta (o sinal fica difícil de ler de forma confiável em rotação muito alta) e passa a confiar só na contagem feita a partir do virabrequim. Deixe no valor padrão a menos que tenha um motivo específico pra mudar, confirmado com o fabricante do trigger.

Sincronizar came na 2ª revolução do virabrequim

(Mesma tela: Configuração → Roda Fônica → Configurações Avançadas da Roda Fônica, campo Sincronizar came na 2ª revolução do virabrequim.)

Alguns motores têm a marca de referência do came posicionada de forma que ela só aparece corretamente na segunda volta do virabrequim dentro do ciclo de 720°. Esse campo avisa a ECU disso — é uma característica do motor específico, não um ajuste de preferência: ligue só se o fabricante/kit do trigger indicar isso.